22 de out. de 2011

"Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a este artifício conseguimos suportar o passado."
(Gabriel Garcia Marquez)

21 de jul. de 2011

"Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar."

1 de jul. de 2011

"...começar de novo, e contar comigo, vai valer a pena, ter amanhecido, ter me rebelado, ter me debatido, ter me machucado, ter sobrevivido, ter virado a mesa, ter me conhecido, ter virado o barco, ter me socorrido..."

7 de mai. de 2011

"A história que está sendo contada, cada um a transforma em outra, na história que quiser. Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena."

17 de abr. de 2011

''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.'' (Frida Kahlo)






11 de abr. de 2011

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão imprópria, inadequada, boba. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceita pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. (Tati Bernardi)
A língua travava de vontade de mudar todo o discurso pronto e dizer apenas a verdade. Mas qual era a verdade? Então seguia fingindo. A vida inteira. Estudou um monte de coisa que se embaralhava na sua frente, mas fingia acreditar que aquilo a levaria para algum lugar. Um lugar com novos amigos e novos amores, talvez. Talvez essa fosse a verdade que purificaria tanta coisa sem sentido. Mas também não era isso porque, com esses amigos e amores, Ritinha seguia fingindo. De fingir estudar passou em tudo que fingiu se importar. De fingir curtir as festas e os amigos e aquilo tudo, Ritinha vivia em álbuns felizes e acabava feliz. De fingir amar, acabou chorando e doendo e escrevendo tantas coisas bonitas. Ritinha seguia fingindo o tempo todo. Às vezes, com medo de morrer soterrada por tanto teatro, Ritinha segurava firme no fundo dos olhos de alguém e dizia: a verdade é que, a verdade é que. E a pessoa, caso fosse assim como Ritinha, uma pessoa especial (porque quem procura essa verdade sempre é) só dizia: eu sei, eu sei. E era isso.Qual o caminho mais rápido para a minha cama, o silêncio, o escuro. Ritinha abraça as pernas, como criança, e se diz baixinho: não dá pra saber a verdade, não dá pra parar a cabeça, nada parece realmente o que é, hoje eu não disse o que realmente queria, aquelas pessoas não sentem aquilo que demonstram, eu pouco me importo com 70% dos preenchimentos do meu dia, mas é preciso chegar até amanhã. É preciso chegar. (Tati Bernardi)

2 de fev. de 2011

'...E Clarisse está trancada no banheiro



E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete


Deitada no canto, seus tornozelos sangram


E a dor é menor do que parece


Quando ela se corta ela se esquece


Que é impossível ter da vida calma e força


Viver em dor, o que ninguém entende


Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.


...
 
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente


Nada existe p'rá mim, não tente


Você não sabe e não entende


E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito


Clarisse sabe que a loucura está presente


E sente a essência estranha do que é a morte


Mas esse vazio ela conhece muito bem


De quando em quando é um novo tratamento


Mas o mundo continua sempre o mesmo


...

A falta de esperança e o tormento


De saber que nada é justo e pouco é certo


De que estamos destruindo o futuro


E que a maldade anda sempre aqui por perto


A violência e a injustiça que existe


Contra todas as meninas e mulheres


Um mundo onde a verdade é o avesso


E a alegria já não tem mais endereço..."
(Renato Russo)

29 de jan. de 2011

"... eu sempre fui assim este Mar morto
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!..." (Florbela Espanca)                                                                                     

24 de jan. de 2011

"Eu continuo sem saber que maravilha a vida poderia me reservar se eu não me protegesse tanto."  Tati Bernardi

18 de jan. de 2011

' Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando. ' (Tati Bernardi)

6 de jan. de 2011

"... Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste namorada
Coitada, já deitou com os seus
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem na mesma rua
Olhando-se com a mesma dor
Que dia! Cruzes, que vida comprida
PRA QUE TANTA VIDA PRA GENTE DESANIMAR."
(Chico Buarque)

5 de jan. de 2011

"Recria tua vida

sempre,

sempre.

Remove as pedras,

e planta roseiras

e faz doces.

Recomeça." (Cora Coralina)